O Google Assistente vai acabar nos aparelhos Android — e agora existe uma data oficial para isso. A partir de 4 de setembro de 2026, a empresa começa a desligar o assistente de voz que acompanha smartphones, tablets, relógios com Wear OS e fones de ouvido compatíveis há mais de uma década, substituindo-o definitivamente pelo Gemini. A mudança já está sendo comunicada por e-mail aos usuários afetados e deve acontecer de forma gradual, em ondas, ao longo das semanas seguintes ao anúncio.

Se você usa um Android no dia a dia — para pedir para tocar uma música, mandar mensagem por voz no trânsito ou definir um alarme sem tirar o celular do bolso — essa é uma daquelas mudanças que vale a pena entender antes que ela chegue ao seu aparelho. Abaixo, explicamos o cronograma completo, quem é afetado, quem fica de fora e o que fazer para não ser pego de surpresa.
O que vai mudar: Google Assistente dá lugar ao Gemini
O Gemini, modelo de inteligência artificial do Google, vem substituindo o Assistente de forma progressiva desde 2024, mas até agora era possível alternar entre os dois dentro do próprio app. Isso muda a partir de setembro: quando a disponibilidade do Assistente for removida de um aparelho, não será mais possível usá-lo ou voltar a ativá-lo — o Gemini passa a ser a única opção de assistente por voz integrada ao sistema. Segundo o próprio Google, a proposta é entregar “uma experiência de assistente ainda mais capaz e útil”, já que o Gemini consegue manter contexto de conversa, responder perguntas mais complexas e interagir com outros apps de forma mais natural do que o Assistente tradicional.
Quando o Google Assistente vai acabar: cronograma completo
A data-chave é 4 de setembro de 2026. A partir desse dia, o Google começa a remover o acesso ao Assistente nos aparelhos elegíveis, em um processo que deve se estender por várias semanas até cobrir toda a base de usuários. Os avisos por e-mail para quem será afetado já começaram a ser enviados desde o início de agosto, então vale a pena checar sua caixa de entrada (inclusive spam) associada à conta Google.

Quais aparelhos serão afetados (e quais não)
A troca vale para smartphones e tablets Android compatíveis, relógios com Wear OS e fones de ouvido que hoje dependem do Assistente para comandos de voz. O Android Auto também entra na lista: ao espelhar o celular no painel do carro, o assistente ativado será o Gemini.
Ficam de fora dessa primeira etapa — ou seja, mantêm o Google Assistente por enquanto — os carros com Google integrado de fábrica (Google built-in), a Google TV, as caixas de som inteligentes da linha Google Home/Nest e os smart displays. Esses produtos devem receber o Gemini em um cronograma próprio, ainda sem data definida. Há também uma exceção para aparelhos mais antigos: celulares rodando Android 9 ou anterior e com menos de 2 GB de RAM devem manter uma versão limitada do Assistente, já que nem todo hardware suporta rodar o Gemini com boa performance.

Por que o Google Assistente vai acabar agora
O movimento acompanha uma tendência do setor: consolidar todos os produtos de IA sob um único modelo mais avançado, em vez de manter sistemas separados e mais limitados. O Assistente, lançado em 2016, foi construído sobre uma arquitetura de reconhecimento de comandos bem mais rígida que a dos modelos de linguagem atuais. Já o Gemini entende pedidos em linguagem natural, mantém o fio da conversa entre uma pergunta e outra e consegue executar tarefas em múltiplas etapas — como organizar uma viagem consultando e-mails, calendário e apps de reserva ao mesmo tempo. Para o Google, manter dois assistentes rodando em paralelo deixou de fazer sentido do ponto de vista de produto e de investimento em infraestrutura de IA.
Como se preparar para a mudança para o Gemini
A boa notícia é que, para a maioria das pessoas, a transição não vai exigir nenhuma ação manual — o Gemini já vem pré-instalado na grande maioria dos Android recentes. Ainda assim, alguns cuidados ajudam a evitar sustos:

Abra o app Gemini e ative-o como assistente padrão antes da data limite, para já ir se acostumando com a interface. Revise rotinas e automações criadas no Google Assistente (como “Boa noite” ou “Saindo de casa”), porque elas podem não ser migradas automaticamente e precisar ser recriadas dentro do Gemini. Verifique se seus dispositivos de casa conectados (lâmpadas, tomadas, fechaduras) continuam respondendo aos comandos de voz depois da troca, já que a integração com produtos de terceiros pode variar durante a fase de transição. E, se seu celular for mais antigo, confira a versão do Android e a memória RAM disponível para saber se ele vai manter o Assistente limitado ou migrar para o Gemini.
O que fica de fora dessa primeira leva
Vale reforçar: por enquanto, Google Home, Nest, smart displays, Google TV e carros com integração nativa (“Google built-in”) seguem funcionando com o Assistente normalmente, sem data confirmada de migração. E aparelhos com Android 9 ou anterior e menos de 2 GB de RAM devem manter uma versão limitada do Assistente, já que nem todo hardware roda o Gemini com boa performance. Depois que a disponibilidade do Assistente for removida de um aparelho elegível, porém, não será mais possível voltar a usá-lo naquele dispositivo — vale se planejar com antecedência.
Para aproveitar melhor a transição, vale conferir também nosso comparativo entre Gemini, ChatGPT e Claude para entender onde cada assistente se destaca.
Experimente o ChatGPT para produtividade
Use IA para automatizar tarefas, criar conteúdo e economizar horas por semana.
Acessar gratuitamente →